Terra do arroz foi um dos primeiros títulos dado a Várzea Alegre, área geográfica que o próprio nome várzea faz referência a locais alagadiços. Centrada entres as serras do Inharé e serra dos cavalos, a pacata cidade é cortada por três riachos: Machado, Feijão e Formiga.

Na sua fundação era praticamente imperceptível que esses riachos um dia viessem a ser um problema, uma vez que os mesmo no início da cidade a elevou ao título de terra fértil pela abundância de água no solo da terra de Papai Raimundo.

Os tempos passaram rápido e o crescimento da área urbana foi inevitável, como os terrenos na sua maioria são situados em locais alagados as construções aos poucos foram invadindo os caminhos das águas, loteamentos de grande e pequeno portes adentraram as conhecidas lagoas que outrora eram símbolos da paisagem local, e hoje muitas famílias já residem onde antes fora roçado de arroz.

A proporção de construção nos últimos anos foi avassaladora e aquelas pessoas que tem lembranças de grandes quadras invernosas, temem que em um futuro próximo essas construções possam vir a ser um sério problema para seus habitantes e vizinhança. Os corredores das águas foram sufocados pelos muros de arrimos e paredes residenciais ou comerciais.

Nossa reportagem aproveitou o ensejo em que a população alerta para problemas futuros e ouviu algumas pessoas que conhecem ou até já viveram em 2004 uma experiência não muito boa, quando alguns locais foram alagados e essas pessoas são temerosas que tudo aconteça novamente, e esses acreditam que se vier a ocorrer um inverno volumoso os problemas serão bem maiores, pelo fato do comprometimento do caminho das águas.

Vamos a alguns depoimentos. Uma moradora do bairro Varjota.

Morador do bairro Patos também reclama de aterros.

Em resposta a população ouvimos: O secretário de meio ambiente J. Marcílio.

Também falou a nossa reportagem o secretário de infraestrutura Elomarcos Cândido.