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As quatro pessoas que morreram na madrugada desta segunda-feira (27) no acidente com um ônibus na BR-146, entre Cruzeiro da Fortaleza e Serra do Salitre, no Alto Paranaíba, foram identificadas durante a tarde. Segundo o Instituto Médico Legal (IML) de Patrocínio, todos são de cidades da Paraíba.

Apesar de ter acesso aos quatro nomes, o G1 decidiu não publicar o de uma das vítimas, do sexo feminino, que não estava com os documentos pessoais e foi nomeada com base em um registro existente no verso da passagem encontrada junto ao corpo.

As outras três vítimas estavam com algum tipo de documento: Gerlândia Maria Vieira dos Santos, de 34 anos, natural de São José de Piranhas; Maria Gomes Fernandes, de 66 anos, de Bonito de Santa Fé; e José Valmir Venâncio da Silva, de 39 anos, que teve a carteira de habilitação emitida também na Paraíba- ele seria o motorista do ônibus.

O MGTV apurou que as três mulheres que morreram no acidente residiam na cidade paraibana de Bonito de Santa Fé e o homem residia em São José de Caiana.

Os corpos devem permanecer no IML de Patrocínio até que os familiares sejam localizados. A informação obtida pelo G1 junto ao IML e à funerária que vai cuidar dos trâmites envolvendo as vítimas é que a falta de documentos está sendo uma dificuldade encontrada pelas autoridades para que os corpos sigam para as cidades de origem.

 

Mais de 40 vítimas

Quatro pessoas morreram e 44 foram levadas para hospitais da região depois que o ônibus em que eles estavam capotou no km 66 da BR-146. No veículo havia pelo menos nove crianças.

O ônibus, com placas de Porteira (CE), havia saído de São Paulo e ia para o estado do Ceará. Testemunhas disseram ao Corpo de Bombeiros que o veículo estava em uma subida, quando o motorista não conseguiu engatar a marcha. O ônibus, então, desceu de ré, caiu em uma ribanceira de cerca de 30 metros e parou perto de um riacho.

Situação do veículo

Um passageiro que não se feriu disse à reportagem que o transporte era clandestino.

Em nota, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus está em nome de pessoa física, segundo informações levantadas pelas equipes de fiscalização. Como esse tipo de transporte é autorizado apenas em veículos registrados em nome de empresas, há indício de que o serviço era prestado de forma clandestina.

Já no Hospital de Patrocínio, apenas uma pessoas permanecia internada até esta publicação. Outros quatro passageiros também continuava internados no Pronto Socorro Municipal.

Em Patos de Minas, o hospital recebeu 25 passageiros e todos permaneciam internados até esta publicação.

Ainda conforme o hospital, uma das vítimas fraturou a coluna e o estado é instável. Ela deve ser transferida ainda nesta segunda-feira para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.