A chapa começa esquentar para as eleições do ano de 2020, na semana passada uma explosão de denuncia cercaram o vereador da bancada de oposição Michael Martins. O vereador que vem sendo assinante de inúmeras denuncias junto a gestão municipal, foi contraposto pelo enfermeiro Roberto Leal anunciou nas redes através das redes sociais existentes na cidade denúncias contra o vereador.

Em seguida nossa reportagem recebeu um artigo do edil com relação a conjuntura política local.

Acompanhe.

A mira tá apontada para o Vereador Michael Martins, mas o alvo é a esquerda.

O município de Várzea Alegre teve uma sucessão na política local há 14 anos, impulsionada pelo desejo de mudança, sobretudo no tocante ao cuidado com as classes mais sofridas. Porém lamentavelmente os empresários estavam lá mais uma vez, comandando o orçamento, definindo prioridades e buscando o retorno do apoio orientado pelas pesquisas que mostram onde é mais seguro o investimento.

Ao longo do tempo, as verdadeiras necessidades foram esquecidas, a exemplo da saúde, segurança e urbanização com moradia digna. As pautas prioritárias já não cabiam mais em um governo popular, que teve como base setores da esquerda, que inicialmente se encantaram com um projeto de sociedade diferente. Hoje os que antes eram sonhadores viraram em sua grande maioria vítimas, da necessidade, da chantagem, das ameaças e do comodismo. Estão enquadrados no sistema oligárquico do poder. E aí de quem sair!

Deixar um sistema de poder não é nada fácil. Afinal, estar a favor da maré é muito mais fácil do que estar contra. Eu mesmo compactuei muitos anos com esse modelo de gestão, até que por um deslize do destino eu pude enxergar como o sistema de poder é cruel. Ele te usa com as melhores das intenções, porém o resultado final é beneficiar um grupo seleto, culminando na ponta com injustiças sociais, que ocasionam no sofrimento dos mais vulneráveis.

Talvez você já tenha ouvido falar da história de Mandela, Marielle, Jesus Cristo, Chico Mendes e do próprio Lula, que hoje é um preso político. Todo tem algo em comum: a luta social por uma sociedade justa para todos, que inevitavelmente bate de frente com os interesses dos poderosos, que diferente destes líderes citados, querem uma sociedade cada vez mais desigual onde o rico fica cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre. Mas não é apenas uma pobreza material, querem acima de tudo que essa pobreza seja no conhecimento, para que o povo continue com seus olhos vendados, vendendo ou trocando o voto e perdendo a maior riqueza que um cidadão pode ter, o voto, o direito de questionar, lutar por seus direitos e exigir o que é certo.

Afinal, o que tudo isso tem a ver comigo e com a esquerda?

Tem tudo a ver! Minha militância vem dos movimentos religiosos, sobretudo dos que são ligados aos movimentos de base: a Igreja em romaria ao encontro dos pobres e necessitados. A partir daí me encontrei com o movimento sindical através da luta pela classe trabalhadora rural, que tem em sua essência a luta pela igualdade social.

Hoje aqueles que se sustentam no poder pela força incontestável da esquerda, diga-se de passagem, com minha contribuição em três eleições, declararam uma verdadeira guerra à minha pessoa, que cansada de participar de um projeto personalista de poder, tem se voltado nos últimos anos a fazer na Câmara Municipal o que sempre fiz na vida social e sindical, lutar pelo povo.

Os que me perseguem, amparados pelo grande empresariado e pela força da mídia política, só esquecem que a mira está apontada para mim, mas o alvo é a esquerda, que traz consigo muitos movimentos; entre eles o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, com seus diversos atores dirigentes, secretários, lideranças de base e vereadores.

Talvez no fundo seja isso que o grupo que hoje dita as regras em nosso município queira, acabar de vez com a esquerda, para que ela não tenha peso nas decisões políticas e seja um agrupamento a menos para ter que barganhar secretarias. Na realidade esta ofensiva não vem de hoje, quem não lembra do circo armado para tirar um dos maiores líderes do PT na época do partido, o então vereador Joaquim Frutuoso, e o Vereador Antônio Sebastião, campeão de votos do PT escanteado por não abrir mão de ter opinião própria.

À esquerda cabe repensar seus atos, na política só existem dois caminhos: o da justiça e o da injustiça. Se não existir mais esses caminhos, crie uma nova história, 2020 bate à nossa porta, e o povo exige mudança.

Concluo esse artigo em forma de reflexão com a seguinte mensagem. Podem me perseguir, não me esconderei, enfrentarei de frente cada desafio, pagarei o preço dos erros e acertos, só não me peçam para voltar atrás, o barco está em alto mar e a luta pela democracia não pode parar.

Michael Martins – Vereador do PT