O associativismo e o mundo cultural vêm aos poucos ganhando um espaço que já fora seu, quem não lembra das feirinhas dos anos 60, 70 nas mais distintas cidades do Brasil. Elas sempre foram tidas como centro de comercialização e também era uma forte influente para encontro de familiares e amigos.

Depois da chegada dos grandes centros comerciais “atacadões” dentre outros centros de comercialização as feiras foram ficando esquecidas, e o víeis culturais que se apresentavam nelas como violeiros, recitadores de cordéis e outros foram sendo consumidos pelas inovações tecnológicas como Tvs, celulares até chegar a forte mídia da internet. Porém, a atualidade é tão mecânica que está despertando nas comunidades o retorno de algumas atividades, dentre tantas a feira com a cultura.

Que conhecer um pouco dessa história acompanhe uma matéria redigida e postada pelo repórter Ronuery Rodrigues lá na cidade do Barro. Ele conta que dar visibilidade a cultura e aos seus protagonistas vale a pena.

De Ronuery.

Com o objetivo de dar visibilidade a cultura, aos artistas, aos empreendedores criativos, ao que é da terra a Feira Barro Criativo tem se tornado um espaço de incentivo e de comercialização de produtos criativos, além de proporcionar a fruição cultural do município Caririense. A cada quatro meses durante dois dias uma nova edição acontece.

A Associação dos Artesãos do Município (ARTEMB) é a principal articuladora do comércio ao ar livre. A iniciativa faz parte do Projeto de fomento a agricultura familiar e de requalificação do artesanato barrense, uma ação conjunta da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Trabalho e Assistência Social, Secretaria de Cultura e Turismo.

A primeira edição da Feira Barro Criativo ocorreu em agosto de 2018 com apoio da Associação dos Empreendedores Criativos do Cariri (com sede em Crato), e o SEBRAE-Ceará, estas instituições foram parceiras na construção do Projeto.

Atualmente a estrutura conta com 30 barracas (um investimento de mais de doze mil reais por parte da Prefeitura Municipal) e gera renda diretamente para mais de (90) noventa famílias, que apresenta vulnerabilidade socioeconômica.

De acordo com a organização, após quatro edições, é nítido o impacto na cidade, onde movimenta a economia local. A feira que tinha para ser apenas um momento pontual, se tornou uma rede colaborativa de artistas, artesãos e microempreendedores locais.

A Feira ganha o gosto popular e já faz parte do calendário cultural do município com incentivo de órgãos públicos e privados. A próxima edição acontecerá em outubro.