José Manoel da Costa (Zuza Benício) esse senhor carregou por décadas uma das mais importantes culturas existentes no Nordeste. A pega de boi no mato. O ofício de ser vaqueiro.

Infelizmente esse contribuinte da cultura de Várzea Alegre encerrou suas atividades neste plano, depois de uma árdua luta contra um câncer o velho Zuza Benício aos 95 anos depois de tantas lutas travadas em meio a mata fechada correndo atrás de um boi, foi vencido pela doença que lhe consumiu aos poucos.

Homem simples habitante da zona rural, mesmo assim construiu seu legado. Sobretudo de verdade, honestidade, postura de cidadão, mesmo que comum mais era respeitado por todos.

A família chora a partida, os amigos sentiram muita falta das rodas de conversas. Na verdade, o gibão e chapéu de couro usados por toda uma vida hoje ficou aposentado. Esses são os verdadeiros representantes da cultura.

Zuza Benício era como todo nordestino apaixonado pelas raízes que lhe concedeu o habitar. Era admirador dos cantadores de viola. Homenageado pelo poeta Expedito Pinheiro em uma das suas obras culturais no oficio da cantoria.

No final da tarde da terça-feira 16 de junho familiares e amigos se despediram do corpo do Zuza Benício, que foi posto no sepulcro local que acolhe o corpo que viveu neste plano enquanto a alma passa a habitar em outra dimensão. Porém, no caso de Zuza Benício além do corpo aqui na esfera terrestre fica um grande legado construído ao longo dos 95 anos.