Recentemente nossa reportagem recebeu informações de pessoas que trabalham na coleta de resíduos sólidos, dando conta que haviam encontrado ampolas de vacinas da febre aftosa largada em meio ao lixão. 

A reportagem buscou orientações do gerente local da Ematerce Evilásio José de Souza para saber as medidas adotadas quando ocorre infrações de tal natureza. 

O gerente foi enfático quando apontou a gravidade de tais atitudes, ressaltou que uma vez o criador sendo identificado será passivo de multa e punição, por infringir normas que são consideradas crimes. 

Por ironia do destino os mesmos trabalhadores acabaram encontrando nesta manhã de segunda-feira 27, novos frascos da vacina com vencimento para setembro de 2020. 

A vacina é uma potência tanto para o combate à febre aftosa, tanto quanto para a legitimidade da comercialização do rebanho. Vale salientar que no município não existe informações de que um produtor seja exportador, porém, muitos vendem para o abate local. Aí fica a pergunta… será possível abater animais que não estejam com seu calendário vacinal em dia? E se o animal tiver sido declarado sem ter tomado a devida vacina? Uma vez que apenas com o cupom de compra é possível declarar? 

Importante saber, a vacina que protege o rebanho também protege os consumidores da carne bovina, dando a certeza de que o animal abatido foi imunizado no período da campanha de vacina contra a febre aftosa. 

Diante de tudo isso o que fica realmente, é que a impunidade continua a reinar, se algum produtor não vacina, provavelmente sabe que a fiscalização dificilmente vai identificar uma irregularidade com isso vale a pena arriscar uma pequena multa e uma advertência, enquanto isso a questão de saúde pública fica em outro plano.