Um povo sem cultura é um povo sem identidade, e a cada dia fica mais difícil manter as fontes culturais, é que as origens aos poucos vão dando adeus a histórias de décadas, muitas delas seculares e até milenares. A falta de apoio e reconhecimento tem sido um forte aliado a destruição da cultura, por outro lado a razão natural o fechamento do círculo da vida, que como certeza de todos nós um dia chega ao seu fim. 

E através naturalidade a cultura religiosa de Várzea Alegre vestiu o manto preto do luto faleceu um dos mais veteranos penitentes do município, José Manoel da Costa, 87 anos, conhecido como Dé Benício foi chamado a outro plano da vida 

Morador do bairro Varjota um dos maiores celeiros da cultura de penitentes, Dé Benício era integrante do grupo dos penitentes que por muitas vezes participou da Procissão do fogaréu em Várzea Alegre bem como em cidades circunvizinhas quando os grupos iam participar dos fogaréus por lá também existentes.  

Sua fé em Deus era confirmada em ações e participações dos ofícios de penitentes, pai de família exemplar, era irmão do saudoso Zuza Benício, também conhecido na nossa cidade na cultura da vaquejada. Zuza tinha 94 anos e faleceu a pouco mais de 15 dias! Zuza e Dé Benício tinha o mesmo nome de Batismo. 

Na realidade da mesma família Várzea Alegre em 15 dias perdeu dois grandes nomes da sua cultura, um, no seguimento vaqueiro do sertão e outro na afinada toada dos benditos nos grupos de penitentes, salve a cultura reconstrua-se uma história.