Comunidade se reúne para escolha do pau da bandeira da festa de São João Batista.

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Os devotos de São João Batista do Riacho Verde se reuniram no final de semana e foram até a comunidade de Poço Cercado mais precisamente na zona de mata na localidade conhecida por São Miguem nas terras de seu Jorge para a escolha da madeira que será o pau da bandeira para os festejos 2026.

Uma aspa de árvore conhecida como freijorge (ou frei-jorge) é a Cordia goeldiana, uma espécie nativa da América do Sul, amplamente encontrada na região amazônica. Ela é mais comumente chamada de Freijó e é muito valorizada por sua madeira nobre na marcenaria e decoração.

Fazendo uma análise pelo fato de ainda está de pé na mata a estimativa é de que a aspa deva medir uma média de 13 metros a mais o freijorge que foi selecionado para a possível retirada que após o corte ainda passará por um período de secagem para diminuir o peso e no dia 14 de junho será fincada em frete a igreja de São João Batista oficializando a abertura dos festejos deste ano.

Segundo o Novim um dos organizadores da festa ainda será definido o dia do corte e depois mais duas etapas, um cortejo da localidade de mata São Miguel até a comunidade de Poço cercado e depois outra caminhada do Poço Cercado a vila Riacho Verde.

Também está em estudo se haverá um carregamento braçal do Poço Cercado ao Riacho Verde sede, ou se virá em um caminhão até a entrada da vila. Vale lembrar que da Capela de Nossa Senhora das Graças no Poço Cercado ao Riacho Verde o percurso é de 5km. Porém para os devotos movidos pela fé não existe   distância e sim disponibilidade.

Lembrando que o processo de retirada da árvore deve passar pela secretaria de meio ambiente que faz o levantamento com avaliação dos critérios para a ação e em seguida a comunidade é orientada a fazer a reposição com distribuição de mudas ou realizar o plantio de algumas mudas de árvores típicas da região no local onde foi feito o corte para manter o equilíbrio ecológico e natural da fauna e flora.

Segundo o secretário de meio ambiente J. Marcílio algumas dioceses já orientam as comunidades para o plantio de novas árvores em locais de derruba.

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