Hoje uma das imagens mais comuns de se ver nas redes sociais é de hectares e mais hectares de terra varrida pelas labaredas de uma queimada.
Nem mesmo com as informações de que o super El Niño causa preocupação na região provocando temperaturas altíssimas possa levar o ser humano a refletir sobre o caso.

São queimadas para a agricultura, são queimadas criminosas, são queimadas acidentais, porém, todas têm o mesmo significado destruição. Até mesmo a que é em prol do produtor rural para o futuro plantio, não deixa de ser um forte contribuinte para o aquecimento global.
Prejuízos
Cercas devoradas estacas e arame farpado vira pó sem serventia alguma, a pastagem vira cinza dificultando a vida do criador e do próprio animal que fica sem alimentação. As aves têm seus ninhos com ovos ou filhotes consumidos pelas labaredas, os repteis na maioria das vezes encurralados não tem como escapar, apenas alguns buracos servem como esconderijo.
Por traz de toda essa devassidão está o ser racional o homem, aquele que sabe todo o mal que o fogo pode causar, e mesmo sendo racional e dotado de sentimentos, se torna insensível ao ponto de riscar um fosforo ou um isqueiro para dar início a uma queimada incontrolável pelo tempo seco e pastagem propicia a combustão.

As casas recebem a famosa “fulingem” fragmentos leves de fácil condução pelo vento e que se espalha por quilômetros adentrando as residências deixando tudo coberto pela fina lamina preta que se origina da vegetação queimada.
A fumaça aterroriza afetando a respiração e tornando turva a visão dos condutores de veículos pela sua rasteira densidade. Olhos irritados, gargantas secas e os que tem problemas respiratórios pagam um preço do que não devem.
Tudo isso tão somente por uma queimada, e o pior que muitas vezes o mentor da tragédia segue caminho e descansa em paz, nem ser quer reflete se o que ocorre está prejudicando homens, fauna e flora.

